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Alavancar as estruturas ligadas à Saúde Sexual e Reprodutiva

18 Dezembro 2018
O ministro da Saúde, Dr. Edgar Neves, visita a Feira no encerramento da Semana do Planeamento Familiar

UNFPA / STP - Várias dezenas de cidadãos visitaram as Feiras de Saúde, no quadro da Semana Distrital de Planeamento Familiar. A iniciativa teve como palcos a Praça Yon Gato, na cidade capital, e Guadalupe, em Lobata. Nesse distrito a norte de São Tomé, os profissionais da saúde deslocaram-se a algumas comunidades em acções de sensibilização.

Os adolescentes e jovens concentraram-se mais nas tendas para o teste de VIH, enquanto os adultos aproveitaram as consultas e o controlo da tensão arterial gratuitos.

Os técnicos da saúde aproveitaram a oportunidade para passar e reforçar as informações sobre as vantagens do Planeamento Familiar, os métodos existentes para conceber filhos de forma saudável e a conveniência de evitar as doenças sexualmente transmissíveis.

 Outra componente para uma boa saúde foi o aconselhamento no tocante a uma dieta equilibrada com os produtos da terra.

O ministro da Saúde esteve na Praça Yon Gato no último dia da Feira e solicitado pela imprensa para fazer o balanço considerou de “bastante positivo”.

«São etapas de um percurso, onde o aspecto de informação e comunicação para mudança de comportamento é fundamental. Nós temos uma população bastante jovem e importa que as estruturas ligadas à Saúde Sexual e Reprodutiva sejam muito bem alavancadas, não só pelo Ministério da Saúde, mas sim por todas as que estão envolvidas nesse processo», disse Dr. Edgar Neves.

«A Saúde deve pilotar, mas não é o único. A Feira em si deve ser feita com alguma regularidade. Deve se estender a outros distritos. Não podemos nos esquecer da Região Autónoma do Príncipe. A mensagem fica para os diferentes grupos etários, independentemente do género e assim continuarmos a controlar devidamente a problemática da natalidade no nosso país», acrescentou.

Por outro lado, é preciso, na perspectiva do governante, fazer a ligação entre a Saúde Sexual e Reprodutiva e as componentes Planeamento Familiar e de estancamento de doenças sexualmente transmissíveis, o que é muito importante. Ou seja, “há um casamento muito íntimo entre os dois eixos de intervenção”.

Outra preocupação relaciona-se com a gravidez precoce, que é relativamente alto. “É um desafio que todos nós temos que encarar muito seriamente, não só pela gravidez em si, mas também pelas consequências do ponto de vista orgânico e psíquico, e outras que advêm de uma situação que consideramos anormal”, admitiu.

Ministro da Saúde, Diretora dos CS e Encarregado de Programa UNFPA
O ministro da Saúde, Dr. Edgar Neves, ladeado pela diretora dos Cuida-
dos de Saúde, Dr.ª Marisa da Conceição, e o Encarregado de Programa,
José Manuel Carvalho, em representação do UNFPA.
 

«Temos uma população bastante jovem e não há dúvida que os níveis de intervenção e o apoio financeiro são fundamentais para dá-la maior sustentabilidade para ao longo do tempo controlarmos o grande problema da gravidez precoce», sublinhou.

No que respeita ao financiamento, o governo vai preparar o Orçamento Geral do Estado, depois da aprovação do programa do Governo e nessa altura “as medidas serão tomadas no sentido de encontrarmos a verdadeira sustentabilidade financeira para atingirmos as metas que estão previstas”.

De salientar que a Índia já pôs à disposição do país 550 mil dólares para apoiar a “Aceleração do Planeamento Familiar” em que as mulheres, crianças e famílias são as principais beneficiárias. O fundo está a ser gerido pelo UNFPA.

O Dr. Edgar Neves deixou ainda uma “palavra de agradecimento” aos “incontornáveis” parceiros pelo “apoio que nós temos recebido”.

Para o responsável, a Comunicação Social é um parceiro estratégico do Ministério da Saúde, porque tem um “papel importantíssimo” em todas as suas vertentes, em todas as suas formas: a rádio, a televisão, os jornalistas e os repórteres de imagem.

«Devemos formar uma equipe num país com as nossas características, onde felizmente a comunicação chega rapidamente. Não temos aquela barreira linguística e agradeço-vos por serem verdadeiros actores nesse processo», considerou o ministro da Saúde.